Se eu posso, logo eu consigo: não à auto sabotagem

Se eu posso, logo eu consigo: não à auto sabotagem


Eu sou bem nova por aqui e como não sei por onde começar, começarei me apresentando. Me chamo Paula (Trotta). Os amigos me chamam de Paulinha/Paulete, meu apelido divide opiniões…
Tenho 30 e pouquinhos e ainda hoje não tenho muito traquejo com vários assuntos e relacionamentos são meu ponto mais fraco. Justamente por isso resolvi começar a escrever sobre eles e transformar a angústia, as dúvidas, até a própria solidão em momentos de reflexão sobre a vida e em um novo hobby. E aqui estou eu escrevendo.
Quem escreve seus males espanta (também). E dentro das relações, o que me causa mais sofrimento é o boicote que eu faço a mim mesma. Isso acontece há muito tempo e na verdade hoje talvez eu veja com mais clareza, o que era o boicote (ou talvez não também, porque o ser humano tem uma incrível capacidade de torcer as coisas a seu favor).
Voltando ao boicote, eu vinha então me boicotando (vou falar assim), aceitando o que eu não devia, justificando o que não tem justificativa, tentando me conformar, até que resolvi parar. Como? Depois de ver muitas coisas desagradáveis, uma delas foi a gota d’água.
E aí vem o ponto de referência: o que para um é uma gotinha, para outros pode ser um tsunami, dependendo do valor que você atribui e o quanto já suportou (enchendo o copo até transbordar).
Minha cabeça fervilhava na terapia (santa terapia). E encontros após encontros, cheguei a conclusão que precisava alterar meu comportamento comigo mesma e para isso comecei a observar que toda vez que eu me boicotava, acabava indo contra os meus valores e ao que eu valorizo. Por exemplo, se alguém rasga uma roupa sua, você pode não ligar, porque não atribui valor à ela ou você pode ficar bem chateada(o), pois: a) tem valor emocional; b) tem valor financeiro; c) a pessoa não cuidou como você cuida; d) a pessoa não teve consideração com você ou todas as anteriores. Fato é que cada um age de acordo com seus valores, certo? Então pq eu tenho que negar os meus??
A partir daí comecei um grande mergulho para dentro de mim, com objetivo de resgatar os valores perdidos ou esquecidos e assim agir de acordo comigo mesma. Fui assim juntando todos eles, arrumei e colei tudo da maneira mais fiel ao que eu acredito ser bom, para partir daí poder agir segundo o que vai fazer bem pra mim. Montei uma nova Paula, a Paula que eu quero ser.
Não digo que vai ser fácil deixar de me negligenciar com intuito de não sofrer (e acabar sofrendo mais) e passar a ter uma postura firme com intuito de impôr limites, de “eii pera aí! Assim não!”. Sei que não vai ser nada fácil. Mas me desafiei a tentar, me desafiei a desafiar.
E vou dividindo os escorregões pelo caminho.
P.

(Por Paula Trotta) 

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1 comentário

  • Rita
    15/01/2018 at 2:32 PM

    Que lindo texto, Paula Trotta. Ansiosa pelas próximas publicações. O auto conhecimento é o pilar para construção de um novo EU. Obrigada por compartilhar suas experiências.

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Autora

Sou uma maranhense que me encontrei em Manaus. Nasci em São Luís, e desde cedo fui apaixonada pelas Ciências e Artes. Nunca consegui me desvincular de um nem de outro. Sou razão e emoção. Ainda na minha cidade graduei-me em Ciências Biológicas.

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